O ministro André Mendonça (STF) relatou sofrer riscos à própria integridade física e forte pressão nos bastidores devido à relatoria do caso envolvendo o Banco Master

 


O ministro André Mendonça (STF) relatou sofrer riscos à própria integridade física e forte pressão nos bastidores devido à relatoria do caso envolvendo o Banco Master. As investigações apuram crimes financeiros complexos e organização criminosa.
As principais dificuldades e desafios enfrentados pelo ministro no caso incluem:
Esquema com características de máfia: Mendonça declarou que o esquema possui contornos mafiosos, indo além de crimes de colarinho branco e envolvendo ameaças, armas e infiltração no sistema.
Risco à vida e à relatoria: O ministro sinalizou que o polo mais frágil da investigação é ele próprio, relatando que a sua integridade física está em risco.
Pressão política e judicial: Ele tem sofrido forte pressão de pessoas influentes nos Três Poderes para barrar os avanços das investigações.
Dificuldades processuais: O ministro tem atuado para garantir que as investigações tenham foco em provas técnicas e análise de celulares para evitar que o processo seja questionado ou anulado futuramente.


Durante sessão da Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira (16), os ministros discutiram a manutenção da prisão de Henrique e Felipe, respectivamente pai e primo do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.



No decorrer do julgamento, o ministro André Mendonça rebateu críticas feitas por Gilmar Mendes e afirmou que não se presta a “trabalhos abjetos”. A declaração ocorreu após o magistrado relatar que teria recebido uma proposta de colaboração considerada inadequada pela defesa de Vorcaro.

Segundo Mendonça, “Chegou uma proposta por um advogado. Perderam o pudor. Queriam fazer uma delação seletiva. Na minha cara. Eu disse: não faço questão de delação. Agora, delação seletiva, comigo, não”.

O ministro também revelou que a defesa apresentou uma proposta inicial de delação, mas que optou por não analisá-la.

“A defesa até apresentou uma primeira proposta de delação. Eu não quis acessar. Há uma perspectiva de que certos setores atuam para criar um vício. Tudo o que querem é criar um vício. Há um sistema articulado para isso. Eu não sou cego. Estou acompanhando e assistindo os movimentos”, declarou.

A manifestação foi uma resposta às observações de Gilmar Mendes, que criticou o uso de prisões como instrumento para obtenção de delações premiadas.

Por Leon Lopes da Silva, Diretor, jornalista e fotográfico fotográfico do JORNAL JRP INTERNACIONAL

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